Conheça Sandro Buguelo, a originalidade do surf paraense

466
Conheça Sandro Buguelo, a originalidade do surf paraense

Sandro Buguelo é um dos principais surfistas paraenses. | Foto: Rick Werneck

Além de surfista, o atleta de 46 anos também é pescador, professor do esporte e faz suas próprias pranchas.

Com a medalha de ouro de Ítalo Ferreira no surf, nas Olimpíadas de Tóquio, a modalidade que já era bem vista pelos brasileiros, principalmente através das referências de Gabriel Medina e Filipe Toledo, ambos campeões mundiais, têm se tornado cada vez mais popular no Brasil. E no Estado do Pará, mesmo com a dificuldade para prática do esporte, principalmente por conta das ondas, não tão boas como as de sul e sudeste, o surf também se faz presente.

Sandro Buguelo pode ser considerado o grande nome do surf no estado. O veterano atleta de 46 anos, nativo da Praia do Farol Velho, em Salinópolis, tem em seu currículo títulos brasileiros, paraenses e do tradicional Surf na Pororoca, que reúne surfistas de todo planeta, em um fenômeno aquático que acontece entre os meses de Janeiro a Abril, quando há um encontro das águas da “boca do rio” Araguari com as águas do mar, no Estado do Amazonas.

Com 36 anos de experiêcia na modalidade, o atleta começou por baixo, praticando em tábuas de madeira, com forte inspiração no irmão, que à época, também era surfista. Após se aproximar das ondas, e sem ter dinheiro para comprar uma prancha, Sandro emprestava o equipamento para poder praticar. Antes de focar totalmente no surf, o profissional ficou por três anos no Bodyboard, modalidade em que o atleta em vez de ir de pé na prancha, como no surf, vai deitado deslizando nas ondas.

Mas se engana quem pensa que essa parceria entre Buguelo, o irmão, Sérgio Roberto, e os amigos do irmão, era sadia. O salinense, como era o mais jovem, pegava as pranchas dos surfistas para ir ao mar, escondido.

Sandro Buguelo pode ser considerado o grande nome do surf no estado. O veterano atleta de 46 anos, nativo da Praia do Farol Velho, em Salinópolis, tem em seu currículo títulos brasileiros, paraenses e do tradicional Surf na Pororoca, que reúne surfistas de todo planeta, em um fenômeno aquático que acontece entre os meses de Janeiro a Abril, quando há um encontro das águas da “boca do rio” Araguari com as águas do mar, no Estado do Amazonas.

Com 36 anos de experiêcia na modalidade, o atleta começou por baixo, praticando em tábuas de madeira, com forte inspiração no irmão, que à época, também era surfista. Após se aproximar das ondas, e sem ter dinheiro para comprar uma prancha, Sandro emprestava o equipamento para poder praticar. Antes de focar totalmente no surf, o profissional ficou por três anos no Bodyboard, modalidade em que o atleta em vez de ir de pé na prancha, como no surf, vai deitado deslizando nas ondas.

Mas se engana quem pensa que essa parceria entre Buguelo, o irmão, Sérgio Roberto, e os amigos do irmão, era sadia. O salinense, como era o mais jovem, pegava as pranchas dos surfistas para ir ao mar, escondido.

“Eu só pegava a prancha deles, e ia embora para água”, relembra.

 

Sandro Buguelo e o Irmão, Sérgio Roberto após vitória na Pororoca, 2006.
 Sandro Buguelo e o Irmão, Sérgio Roberto após vitória na Pororoca, 2006. | Foto: Reprodução/Ader Oliveira

 

Com o sonho de surfar profissionalmente, Buguelo saiu do Pará muito cedo e foi morar na Praia Grande, em São Paulo, onde aprendeu a fazer suas próprias pranchas, ou como se diz na linguagem do esporte, se tornou um: “Shapear”.

Após 5 meses no Estado, Buguelo partiu rumo a Fortaleza, onde passou 5 anos. O aprendizado de confeccionar seus próprios materiais de trabalho foi bem utilizado pelo atleta, que além de vender os equipamentos para sobreviver, competia e ainda compete nos próprios shapes. No Ceará, o surfista que tinha como grande influências os brasileiros Teco Padaratz, que foi bicampeão mundial do World Men’s Qualifying Series, e Fábio Govêa, um dos surfistas mais vitoriosos do Brasil, continuou competindo e foi  vice-campeão cearense profissional da modalidade.  

Buguelo pegando "uma onda" em Salinas.
 Buguelo pegando “uma onda” em Salinas. | Foto: Arquivo pessoal

 

Com mais de 35 anos de surf, hoje o atleta, que também divide suas atividades na água, com a confecção de pranchas, pesca, também se dedica em dar aulas particulares de surf.

Por meio da Escola de Surf Sandro Buguelo, o paraense consegue tirar uma de suas principais fontes de renda unindo o útil ao agradável: o amor ao esporte, e a possibilidade de poder passar um pouco de sua experiência para pessoas que querem se iniciar na prancha sobre as ondas do mar. Para o surfista, pela falta de apoio na cidade para o esporte, aprender a surfar na escolinha se torna caro.

 

 

Sandro praticando o surf em uma praia de Salinópolis. Vídeo: Simone Buguelo

RESPONDER COMENTÁRIO