ATO DE BRAVURA DE POLICIAL MILITAR É RECONHECIDO PELA PMPA

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No início não tive coragem de pular, devido a maresia estar alta, mas só que eu olhei para baixo do barco e vi corpos de pessoas boiando, passando pelo barco. Eu me comovi com aquilo e falei pra Deus me dar forças que eu tinha que ajudar. Contou o militar emocionado.

ATO DE BRAVURA DE POLICIAL MILITAR É RECONHECIDO PELA PMPAO sargento Valdir Teixeira, policial militar lotado na Companhia Atlântico, como é conhecida a 3ª Companhia Independente de Polícia Militar, sediada em Salinópolis, integrante do Comando Regional da PM em Capanema, será condecorado com a medalha “General Sotero de Menezes” durante a solenidade comemorativa ao aniversário da Polícia Militar, que completa 197 anos em 25 de setembro.

A honraria, cuja regulamentação foi publicada no Diário Oficial do Estado do último dia 16, deve-se à atuação do PM, em novembro de 2007, no salvamento de 32 pessoas durante o naufrágio de uma embarcação na baía do Marajó, próximo à ilha de Cotijuba, região das ilhas próximo à capital paraense. A atitude corajosa do militar também lhe rendeu a promoção a 3º sargento da PMPA.

Quando estava a caminho de Soure, no arquipélago do Marajó, que contava com grande fluxo de pessoas à época; o policial, que estava a bordo do navio J. Cunha, da empresa Ararapari, observou um barco naufragando e vários passageiros à deriva; alguns em colchões, com apoio de pedaços de pau e até isopor, momentos de grande angústia que comoveu a todos os que estavam próximos ao local do sinistro. Destes momentos, o policial relembra o instante que cita como o de maior decisão de sua vida. “Conversei com os tripulantes e jogamos os botes pra eles. No início não tive coragem de pular, devido a maresia estar alta, mas só que eu olhei para baixo do barco e vi corpos de pessoas boiando, passando pelo barco. Eu me comovi com aquilo e falei pra Deus me dar forças que eu tinha que ajudar. Tive a ideia de amarrar uma corda, em uma boia redonda pra eu poder ir buscar eles. Falei pros tripulantes que quando eu desse o sinal, eles deveriam me puxar. Eu levava até o navio, os botes com eles desesperados. A correnteza estava forte. E foi assim que conseguimos, com a ajuda de Deus, salvar 32 passageiros.” Contou o militar emocionado.

Fonte >> www.pm.pa.gov.br

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