Menino comemora aniversário homenageando garis de Belém

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Desde os dois anos, o pequeno Max Pyetro, pedia aos pais que sua festa de aniversário fosse com a temática de “caminhão do lixo”. Mas todo ano, eles davam um jeito de convencer o filho a fazer a festinha com a decoração baseado em outro tema. Este ano não foi diferente. Para o aniversário de cinco anos, ele pediu novamente, mas como de costume, os pais sugeriram “Patrulha Canina”, uma série de animação infantil. Mas não teve acordo.

Max Pyetro, de 5 anos, pediu aos pais que toda a festa fosse com o tema do trabalho desses profissionais. “Amigos” foram prestigiar a comemoração, no bairro de Val-de-Cans. Na image, Max com os pais e os amigos: do bolo aos balões, a festa foi totalmente temática do trabalho dos garis (Foto: Reprodução)

A tão sonhada festa ocorreu ontem no conjunto Paraíso dos Pássaros, bairro de Val-de-Cans, e do jeito que ele sempre quis: com caminhão de lixo, lixeiras para coleta seletiva e balões nas cores laranja e cinza. De acordo com a mãe do menino, Tainá Reimão, 22, auxiliar administrativa, ele começou a desenvolver uma relação de amizade com os garis que passam dia de segunda, quarta e sexta-feira pela rua onde eles moram.

“No começo eu fiquei assustada quando ele começou a pedir o aniversário sobre isso. Até que esse ano resolvemos fazer”, conta. Em dezembro ainda ele já tinha feito o convite pros garis. “A minha mãe que ouviu ele conversando e chamando eles pra festinha. Daí, começamos a preparar tudo como uma forma de homenageá-los pela função deles na sociedade, pela limpeza da cidade”, conta.

AMIGÃO

O pai, Renan Guedes, 27, conta ainda que Max Pyetro costuma conversar com os garis, que foram até a casa dele para cantar os parabéns. “Quando ele ouve o barulho do caminhão de lixo, ele já sai correndo de casa com qualquer saco na mão e joga no caminhão também”, lembra. “Às vezes quando não tem lixo, ele pede qualquer coisa só para ir lá na rua com eles. Eu acho engraçado. Ele ainda diz: “Amigo, espera aí, tô chegando”. E é assim que ele vê os garis, como amigos”, explica.

Fabrício Gonçalves, 32, é um desses funcionários da limpeza que sempre vê Max Pyetro e o cumprimenta durante suas atividades de coleta de lixo. “Eu chamo ele de amigão. É impressionante que muitas crianças gostam da gente, eu faço polegar de positivo e assim vou conquistando”, diz. Ele lembra que em outra ocasião, no bairro Parque Verde, também fizeram com o tema da profissão dele. “Deram bolo pra gente. É muito bom ver isso, a gente se sente valorizado. Tem pessoas que olham com mal olhos quando a gente pede um copo de água”, comenta.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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