Emprego na indústria cresce no Pará, mas saldo do ano ainda é negativo

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Emprego na indústria cresce no Pará, mas saldo do ano ainda é negativo

Saldo entre admitidos e desligados cresceu no mês de setembro de 2015.
Mas no comparativo dos últimos meses do ano, o saldo é de desemprego.

Emprego na indústria cresce no Pará, mas saldo do ano ainda é negativoIndústria de transformação passou por um longo período de demissões. (Foto: Fernando da Mata/G1 MS)

Um balanço produzido pelo Dieese/PA sobre a trajetória do emprego e desemprego no setor da indústria de transformação revelou que no mês de setembro, depois de um longo período de queda, o emprego formal voltou a crescer no Pará. Entretanto, no balanço do ano de 2016 e nos últimos 12 meses, o setor ainda continua desempregando tanto no estado do Pará, como na maioria dos estados da região Norte.

No mês de setembro, a pesquisa mostra um saldo positivo de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados, com crescimento de 0,10%. No período, foram feitas no setor da indústria de transformação 2.730 admissões contra 2.640 desligamentos, gerando um saldo positivo de 90 postos de trabalhos.

No mesmo período do ano passado, a situação foi inversa: a indústria paraense perdeu empregos formais. Foram feitas naquela oportunidade, 3.242 admissões, contra 3.384 desligamentos, gerando um saldo negativo de 142 postos de trabalhos.

As análises do Dieese mostram ainda que no mês de setembro de 2016, a maioria dos estados da Região Norte apresentou saldos negativos de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados. O destaque positivo ficou por conta do estado do Amazonas, com a geração de 681 postos de trabalhos, seguido do Pará, com a geração de 90 postos de trabalhos.

Balanço dos meses anteriores
Já do balanço de janeiro a setembro de 2016 houve um saldo negativo de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados, com decréscimo de 2,65%. Foram feitas no setor, em todo o Pará, 24.374 admissões contra 26.728 desligamentos, um saldo negativo de 2.354 postos de trabalhos. No mesmo período do ano passado, o saldo de empregos formais também foi negativo, só que menor que o verificado este ano: foram 593 postos perdidos.

Ainda no balanço dos primeiros nove meses de 2016, no setor da indústria de transformação envolvendo os estados da Região Norte, a maioria apresentou saldos negativos na geração de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados, com destaque para o Amazonas, com a perda 3.939 postos de trabalhos, seguido do Pará, com a perda de 2.354 postos de trabalhos formais.

O balanço dos últimos 12 meses mostra também saldo negativo de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados, com decréscimo de 5,30%. No período analisado foram feitas no setor 32.105 admissões, contra 36.952 desligamentos, gerando um saldo negativo de 4.847 postos de trabalhos.

Nos estados do Norte, a maioria apresentou resultados negativos de empregos formais. No período analisado, o destaque negativo ficou por conta do Amazonas, com a perda de 15.347 postos de trabalhos, seguido do Pará, com a perda de 4.847 postos de trabalhos.

Do G1 PA

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