Veraneio aquece mercado imobiliário

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Aumenta a procura por aluguel de temporada nos balneários

O mercado de aluguel de casas por temporada nos principais balneários paraense continua aquecido. A Ilha de Mosqueiro, o município de Salinópolis e a Vila de Alter do Chão, em Santarém, lideram as preferências dos inquilinos deste mês. Visitar o imóvel a ser alugado antes de se fechar negócio é o conselho para quem ainda pretende alugar.

O corretor de imóveis José Colares acredita que a procura por imóveis de temporada aumentou cerca de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. “Desde abril, o movimento de pessoas que buscam estes imóveis vem se intensificando, e não só entre os belenenses, como pessoas de outros Estados e até mesmo de outros países”, disse.

Os dois destinos preferidos – Mosqueiro e Salinópolis – têm quase a mesma média de preços: uma casa para o mês inteiro custa cerca de R$ 3 mil. “Essa é uma tendência observada em todo o mercado imobiliário. Salinas já foi um destino muito mais buscado, e também mais caro. Mas o movimento caiu, pois a estrada é insegura e existem muitos assaltos. Mosqueiro, por ser mais próximo, acabou se transformando em uma boa opção para descansar sem se afastar demais da cidade”, explicou Colares.

Alter do Chão, conhecida como o “Caribe Paraense”, é o destino que desperta mais interesse do turista internacional. “Recebemos contatos o tempo inteiro de pessoas interessadas em aluguel de casas para temporada em Santarém. O turismo da região tem crescido bastante”, afirmou o corretor.

Para quem aluga as casas de veraneio, a renda extra já é parte do orçamento. “Eu tenho duas casas em Marudá, mas moro de aluguel em Belém. Já conto com o dinheiro que entra nas férias de julho. As casas são como um investimento”, explicou o vendedor André Mesquita, de 31 anos, que ainda espera alugar seu último imóvel disponível em Marudá para a segunda quinzena de julho. “Muita gente liga perguntando pela casa. As pessoas, normalmente, se organizam para dividir o aluguel, mas até agora não há nada concreto”, lamentou.

Há dez anos, a funcionária pública Siglia Pinon, de 55 anos, aluga a casa que possui no município de Salvaterra, no Marajó. “Eu prefiro alugar para o mês inteiro, pois quando a gente aluga por semana ou quinzena, apenas os períodos mais agitados são reservados. Mas quando vai se aproximando o final do mês, ficamos abertos à negociação”, avisou. O valor cobrado por ela é de R$ 1.200 por 30 dias, mas poderá deixar por R$ 800 para algum interessado nos últimos quinze dias do mês.

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