Restos mortais de vítimas de trio canibal são enterrados

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Suspeita afirmou que usou carne humana para rechear empadas vendidas na cidade.

Reprodução/Rede Record

O trio é suspeito de matar ao menos oito mulheres

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Os restos mortais de Alexandra Falcão da Silva, 20 anos, e Giselly Helena da Silva, 31, mortas e esquartejadas – e que tiveram parte de suas carnes ingerida pelos assassinos – foram enterrados neste sábado (14), respectivamente em Palmeirina e Arcoverde, cidades do agreste pernambucano, onde tinham família.

Elas moravam em Garanhuns, a 228 km do Recife, também no agreste. Giselly desapareceu em 25 de fevereiro e Alexandra, em 12 de março. Seus corpos foram encontrados enterrados no quintal da casa dos suspeitos dos assassinatos e de canibalismo, naquela cidade: Jorge Beltrão Negromonte Silveira, 50 anos, sua mulher Isabel Cristina Pires, 50, e sua amante Bruna Cristina Oliveira da Silva, 25.


Eles assumiram os crimes e disseram ter consumido porções da carne e da pele das vítimas como forma de purificação.Alexandra e Giselly foram atraídas pelo trio com oferta de emprego doméstico e bom salário.

Os corpos foram liberados pelo IML (Instituto Médio Legal), no Recife, por volta das 10h30. Antes se seguir para o enterro em Arcoverde, o corpo de Giselly foi velado em uma igreja de Garanhuns, que ela frequentava há cerca de um ano.

Carne humana

De acordo com a polícia, os suspeitos disseram que retiravam partes das coxas, nádegas, panturrilha e fígado e acondicionavam na geladeira. A carne retirada de cada corpo era suficiente para o consumo de três a cinco dias. Isabel também afirmou, no depoimento à polícia, que por falta de carne animal, já usou a carne das vítimas para rechear empadas, que comercializava na cidade.

 

Esquizofrenia A seita Cartel, seguida pelos suspeitos, é anticapitalista e contra o crescimento populacional, disseram eles à polícia. Por isso suas vítimas são mulheres. Cada assassinato era tido como uma missão. A meta, de acordo com relato de Jorge Beltrão, era para realizar três “missões” por ano, informou o agente investigador José Júnior da Silva.


O caso veio a público depois que parentes de Giselly Helena da Silva denunciaram o seu desaparecimento. Os suspeitos foram localizados pela polícia porque usaram o cartão de crédito da vítima em lojas de Garanhuns e foram rastreados.

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